quarta-feira, 17 de julho de 2019

Tratado de chicletes

Posto
chicletes Gorila
(passo a  publicidade),
mas, antes, extraio-lhes o açúcar
todo.
São poemas sem alma.
Hoje é tudo adoçantes,
ou zero.
Ora, ora!
Modas!
Como é que vou
tirar as chicletes
daqui?
Só raspando.

São efémeros os poemas,
como as chicletes.
Mastiga e deita fora.
Há para todos os gostos.
Alguns têm recheio.
Mas não são Gorila.
Que eu saiba.
Enquanto dura o sabor,
são boas.
(As chicletes)

4 comentários:

Larissa Santos disse...

Havia uma canção sobre a Chiclete :)) Adorei.

Hoje:- Afastam-se as nuvens do céu azul.

Bjos
Votos de uma óptima Quarta - Feira.

Olinda Melo disse...


Olá, Lua Azul

Percebo isso das chicletes e da analogia com alguns poemas.
Há para todos os gostos. Tirando-lhes o suco exterior não resterá grande coisa. Uma crítica peculiar, a que nos vem habituando. E eu gosto muito. :)

Sempre à espera de nova aparição sua, Lua Azul.

Beijo

Olinda

Graça Pires disse...

As chicletes gorila eram as minhas preferidas… Pode haver alguns poemas que é "mastigar" e deitar fora. Mas lidos com atenção há sempre alguma coisa que nos toca…
Uma boa semana.
Um beijo.

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Boa tarde, muito interessante a sua analogia, mas há sempre o registro que permanece, há aquele que faz acontecer a catarse, mesmo que seja por um breve espaço de tempo, sempre fica o gostinho bom.
Gostei. Beijos!